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                                                                                                                                                                                                               série  Pupillus                                                                                                                                                                                                                                   2014/2015

 

O trabalho Pupillus surge a partir de questionamentos sobre a essência do humano com ênfase na imagem da criança, fazendo uso de simbologias, etimologias, relacionando a história dos objetos e da representação humana.  

A série carrega o nome Pupillus, palavra em latim que significa criança órfã, aluno, e que faz também referência à pupila dos olhos. Com uma especial importância ao olhar em suas figuras, Marina busca imergir o espectador na cena e fazer com que ele a complete com a sua experiência. O intuito é trazer sensações para provocar reflexões que remetem à infância e ingenuidade.

 

Nesse percurso Marina dialoga com artistas como Hans Bellmer, Farnese de Andrade, Gottfried Helnwein , Sally Mann e Tim Burton que possuem uma investigação nesse universo, seja no campo da pintura, escultura, objetos, colagens, fotografia e cinema. O livro Presumed Innocense- Photografic Perspectives of Children  sob curadoria de Rachel Rosenfield Lafo e o filme Das Weiße Band (A Fita Branca) de Michael Haneke também são referência para a pesquisa da artista, pois criam questionamentos sobre o lugar da criança na sociedade contemporânea.

 

A representação da criança e da infância tiveram diversas abordagens na sociedade. Antes do século XVII, eram muitas vezes vistas como sujeitos defeituosos, ou representadas como adultos em miniatura. Nas pinturas religiosas surgiam na figura do menino Jesus e de anjos, que embora representados em corpos infantis, eram musculosos e com feições envelhecidas. Mais adiante na era moderna cria-se o ideal da inocência, onde a criança era vista como naturalmente pura, e merecedora de proteção.

 

Atualmente, esse ideal da infância inocente tem sido amplamente questionado. A imagem da criança aparece como algo composto de particularidades diversas, de dualidades, de sexualidade, vistos como sujeitos sociais, não mais somente como a representação da pureza, da inocência absoluta de um ser com uma mente a ser preenchida. Neste sentido, a  figura da criança aparece como sujeito protagonista e provocador e encontram-se  em situações peculiares. Não é desproposital sua representação como crianças/bonecas, estando entre o limite do humano e inumano, do animado e inanimado.  Temas como abandono, solidão são recriados em imagens como rachaduras numa figura ou brincando em lugares inusitados.

 

Tanto a criação de lugares não reais como as representações em bonecas também remetem à capacidade criativa da criança, de inventar um mundo próprio ou de transitar entre esses diversos mundos.

 

 

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